domingo, 20 de setembro de 2015

"Hysteria"

Por falta de opções, pus-me a ver (com alguma curiosidade, confesso) o filme Hysteriade 2011.O filme fala-nos da invenção do primeiro vibrador electromecânico pelo Dr. Joseph Mortimer Granville, em 1880, em Inglaterra e do sucesso que tal acessório teve entre as mulheres. Um sucesso notável, visto que ainda hoje nos deliciamos com ele.


Por falta de conhecimento, a insatisfação sexual feminina era conhecida por uma doença chamada Histeria. Todos os sintomas que fossem desconhecidos ou inclassificáveis faziam parte desta grande doença que contagiava todas as mulheres. Irritabilidade, ansiedade, pensamentos obscenos, dores de cabeça, insónias e também a ninfomania eram facilmente tratados com uma massagem pélvica (a nossa querida masturbação) que produzia um paroxismo (o nosso querido orgasmo) deixando as mulheres mais satisfeitas e felizes. Esta massagem era manual e os médicos, devido à grande afluência de mulheres com este problema, começaram a ter, além de uma grande dificuldade em satisfazer as necessidades de todas as mulheres,  lesões nos dedos, mãos e pulsos (se os maridos das moças colaborassem, nada disto acontecia).


Foi então que o Dr. Mortimer (abençoado Dr. Mortimer por tal invenção) teve a brilhante ideia de criar um utensílio que permitisse ajudar na cura de tamanha doença, um utensílio que substituísse o doloroso trabalho manual a que eram obrigados, uma vez que algumas senhoras demoravam o seu tempo a "ficarem curadas". Surgiu assim o primeiro vibrador mecânico cuja velocidade podia atingir as 7.000 pulsações por minuto. Eram objetos estranhos como o que podem ver abaixo, mas que faziam as delicias das senhoras.

(E continuam a fazer...)


O primeiro vibrador eletromecânico

Claro que, com um tratamento destes, todas as senhoras queriam ter esta doença... Esta estimulação era vista como uma cura e não como prazer mas isso "depende se está deitada na marquesa ou sobre ela". Afinal, o que percebiam os homens das necessidades sexuais femininas? Tanto que elas tinham de ir ao médico todas as semanas para terem algum alívio sexual.


Beijos
A Rapariga da Porta 27 (sem histeria e com um objeto fálico na gaveta)

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