quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Encontro Escaldante [cont.]


[cont...]

Primeira parte aqui.


Servido o jantar, permite-se a um pouco mais de devaneio. Desaperta o soutien e vê-o cair junto à mesa de jantar. Sempre a fascinou o toque do ar na sua pele, a forma como se sente envolvida e conscientemente feminina. Os seus seios, agora libertos daquele pedaço de tecido, parecem-lhe maiores do que são não realidade. Senta-se numa das cadeiras e envolve a massa no garfo, levando-o depois à boca e saboreando cada textura. Os mamilos, já duros e salientes da pressão dos seus dedos, gritam por mais.

Cada movimento é lento e premeditado. Pousa o garfo no prato e, com as duas mãos, toca as partes despidas do seu corpo. Enquanto deixa uma mão saciar a sua vontade, a outra pega novamente no garfo, satisfazendo a sua fome. Permite-se a um toque mais íntimo e ousado ao deslizar dois dedos para dentro de si. Contorce-se ligeiramente na cadeira, decidindo terminar a refeição e recostar-se confortavelmente no sofá.

No caminho entre a cozinha e a sala liberta-se da última peça de tecido que ainda a cobria. O sofá não está quente e um arrepio, que não é de frio, percorre-lhe o corpo. As suas mãos movem-se sobre os seus contornos já sensíveis ao prazer que despertara.

A sua mente vagueia até àquele encontro escaldante da última Sexta-feira que a deixara desejosa de repetir. O recordar dos momentos passados com ele faz o seu corpo reagir mais efusivamente ao toque dos seus dedos.  Os seus movimentos são agora descontrolados e ritmados buscando um prazer que sabe estar próximo. Senti-lo dentro de si despertou-lhe uma vontade insaciável que não se extingue facilmente. Deseja senti-lo novamente. Levanta-se do sofá e dirige-se ao armário onde o seu companheiro mais fiel a espera pronto a fazê-la vibrar de prazer uma vez mais.

Beijo
A Rapariga da Porta 27

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