quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A treta mais antiga do mundo

Vá lá, meninas, sejam sinceras! 
Qual é a mentira que dizem com mais frequência ao vosso companheiro?

Os moços merecem saber no que devem apostar. É facto que, muitas vezes, não sabem muito bem o que fazer e andam ali um pouco à nora com as nossas frases curtas com os seus 1200 significados. O que é que podem fazer com um "não" que tem ar de "sim" e com um "podes" que tem o imperativo de "nem penses"?
É que, às vezes, não somos totalmente claras ou honestas com eles.
E sim, estou a referir-me à mal-fadada dor de cabeça que é a desculpa mais antiga do mundo... Acho que já na Grécia as deusas diziam aos deuses "Querido Zeus, hoje não que me dói a cabeça". A sério??? 

Júpiter (Zeus) e Juno (Hera) por Annibale Carracci

Ponto 1 - Segundo estatísticas, de todas as vezes que é dita esta frase, apenas 1% das vezes é real. É como na história do Pedro e do Lobo, quando ele realmente diz a verdade, já ninguém acredita. Cada vez que dizem "Dói-me a cabeça", mesmo que seja verdade, ele pensará "Fogo lá está ela novamente a inventar desculpas, o que é que estou a fazer mal?". 

Ponto 2- Por que não lhes dizem simplesmente "Hoje não me apetece"? Ou "desculpa mas estou demasiado cansada"...sejam honestas...digam o que querem, como querem e quando querem. E se não querem digam na mesma e expliquem por que não querem. A comunicação é das coisas mais importantes numa relação. 

Ponto 3 - Não finjam o orgasmo!!! Nunca, jamais, em momento algum!!! Se ele não está a fazer a coisa bem, vocês têm de lhe explicar o porquê, caso contrário vai continuar a fazer mal e vocês vão passar o resto da vida a fingir. É isso que querem? Fingir sempre ou perder 20 minutos (em alguns casos talvez seja preciso mais) a explicar ao vosso mais que tudo que há determinadas coisas que pode fazer para que vocês não tenham de fingir? Ensinem-lhe que pode realmente fazer-vos ver estrelas e como pode fazê-lo. Não tenham receio de direccioná-lo no caminho certo e irão sentir-se bastante mais felizes por isso.

Beijos,
A Rapariga da Porta 27



quinta-feira, 24 de setembro de 2015

domingo, 20 de setembro de 2015

"Hysteria"

Por falta de opções, pus-me a ver (com alguma curiosidade, confesso) o filme Hysteriade 2011.O filme fala-nos da invenção do primeiro vibrador electromecânico pelo Dr. Joseph Mortimer Granville, em 1880, em Inglaterra e do sucesso que tal acessório teve entre as mulheres. Um sucesso notável, visto que ainda hoje nos deliciamos com ele.


Por falta de conhecimento, a insatisfação sexual feminina era conhecida por uma doença chamada Histeria. Todos os sintomas que fossem desconhecidos ou inclassificáveis faziam parte desta grande doença que contagiava todas as mulheres. Irritabilidade, ansiedade, pensamentos obscenos, dores de cabeça, insónias e também a ninfomania eram facilmente tratados com uma massagem pélvica (a nossa querida masturbação) que produzia um paroxismo (o nosso querido orgasmo) deixando as mulheres mais satisfeitas e felizes. Esta massagem era manual e os médicos, devido à grande afluência de mulheres com este problema, começaram a ter, além de uma grande dificuldade em satisfazer as necessidades de todas as mulheres,  lesões nos dedos, mãos e pulsos (se os maridos das moças colaborassem, nada disto acontecia).


Foi então que o Dr. Mortimer (abençoado Dr. Mortimer por tal invenção) teve a brilhante ideia de criar um utensílio que permitisse ajudar na cura de tamanha doença, um utensílio que substituísse o doloroso trabalho manual a que eram obrigados, uma vez que algumas senhoras demoravam o seu tempo a "ficarem curadas". Surgiu assim o primeiro vibrador mecânico cuja velocidade podia atingir as 7.000 pulsações por minuto. Eram objetos estranhos como o que podem ver abaixo, mas que faziam as delicias das senhoras.

(E continuam a fazer...)


O primeiro vibrador eletromecânico

Claro que, com um tratamento destes, todas as senhoras queriam ter esta doença... Esta estimulação era vista como uma cura e não como prazer mas isso "depende se está deitada na marquesa ou sobre ela". Afinal, o que percebiam os homens das necessidades sexuais femininas? Tanto que elas tinham de ir ao médico todas as semanas para terem algum alívio sexual.


Beijos
A Rapariga da Porta 27 (sem histeria e com um objeto fálico na gaveta)

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Encontro Escaldante [cont.]


[cont...]

Primeira parte aqui.


Servido o jantar, permite-se a um pouco mais de devaneio. Desaperta o soutien e vê-o cair junto à mesa de jantar. Sempre a fascinou o toque do ar na sua pele, a forma como se sente envolvida e conscientemente feminina. Os seus seios, agora libertos daquele pedaço de tecido, parecem-lhe maiores do que são não realidade. Senta-se numa das cadeiras e envolve a massa no garfo, levando-o depois à boca e saboreando cada textura. Os mamilos, já duros e salientes da pressão dos seus dedos, gritam por mais.

Cada movimento é lento e premeditado. Pousa o garfo no prato e, com as duas mãos, toca as partes despidas do seu corpo. Enquanto deixa uma mão saciar a sua vontade, a outra pega novamente no garfo, satisfazendo a sua fome. Permite-se a um toque mais íntimo e ousado ao deslizar dois dedos para dentro de si. Contorce-se ligeiramente na cadeira, decidindo terminar a refeição e recostar-se confortavelmente no sofá.

No caminho entre a cozinha e a sala liberta-se da última peça de tecido que ainda a cobria. O sofá não está quente e um arrepio, que não é de frio, percorre-lhe o corpo. As suas mãos movem-se sobre os seus contornos já sensíveis ao prazer que despertara.

A sua mente vagueia até àquele encontro escaldante da última Sexta-feira que a deixara desejosa de repetir. O recordar dos momentos passados com ele faz o seu corpo reagir mais efusivamente ao toque dos seus dedos.  Os seus movimentos são agora descontrolados e ritmados buscando um prazer que sabe estar próximo. Senti-lo dentro de si despertou-lhe uma vontade insaciável que não se extingue facilmente. Deseja senti-lo novamente. Levanta-se do sofá e dirige-se ao armário onde o seu companheiro mais fiel a espera pronto a fazê-la vibrar de prazer uma vez mais.

Beijo
A Rapariga da Porta 27

domingo, 13 de setembro de 2015

domingo, 6 de setembro de 2015

Os Diamantes ERAM os melhores amigos das mulheres

Houve um dia, há muito tempo atrás, em que as mulheres gostavam de receber jóias, diamantes, e outros acessórios que faziam o seu corpo resplandecer.

ORA 2
Hoje em dia, meus queridos, as jóias estão completamente desvalorizadas. Uma mulher prefere outro tipo de acessórios. Seja uma mulher casada ou solteira, tenho a certeza que iria apreciar bastante este novo amiguinho lançado pela Lelo.


Ora, sejamos sinceras, com um dispositivo capaz de satisfazer os desejos mais íntimos e fazer-nos vibrar, que mulher não fica resplandecente?

É que esta coisa, embora estranha, promete uma simulação de sexo oral (e atenção nesta parte: sexo oral é sexo oral e nenhum acessório pode substituir a sensação maravilhosa de uma língua molhada!!) através de pulsações que o nosso corpo vai adorar.

Vejam o vídeo para perceber o funcionamento da coisa:


Nos próximos aniversários sejam criativos, ofereçam prazer e não jóias :P

Quanto a mim, chamem-me antiquada, mas continuo a preferir o método tradicional...

Beijos
A Rapariga da Porta 27

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Encontro Escaldante


Chega a casa e encontra tudo escuro e vazio tal como quando saíra nessa manhã. Tem tudo planeado para uma noite deliciosa. Pousa a mala no bengaleiro e dirige-se para a cozinha onde os ingredientes para o jantar a aguardam.

A cozinha está quente e o seu corpo está ao rubro pedindo silenciosamente para ser tocado. Toca nos legumes que irá saltear como se o seu toque fosse a última sensação da sua vida e corta-os, colocando-os delicadamente na frigideira. Retira a massa da embalagem e fá-la escorregar para a panela onde a água já ferve. Desliza pela cozinha com elegância e suavidade. Todas as sensações fluem pelo seu corpo, o toque dos ingredientes, o cheiro da comida em fase de preparação, o som dos legumes a estalar na frigideira e a massa a ferver na panela, o anseio esfomeado de a sentir na sua boca.

O calor é demasiado e, enquanto uma mão usa a colher de pau para mexer a massa, a outra percorre o seu vestido até ao fecho, desapertando-o e deixando-o cair aos seus pés numa roda de tecido emaranhado. Propositadamente, a sua mão avança sobre a sua anca, atravessando a cintura e dirigindo-se, sem pudor, à costura do soutien. O seu toque, mesmo sobre o tecido, é desconcentrador.

Embora distraída pelo toque da sua mão, continua a preparar o jantar com a precisão de um cirurgião.
A mão que tem livre passeia pelo seu corpo tentando sempre fazê-la ceder sem nunca conseguir. Não permite que o prazer que sente afete o jantar que tem de estar perfeito.

[continua...]